Aos 100 anos, sobrevivente do Holocausto relata em livro como resistiu ao nazismo

Em “Meu nome é Selma”, obra que já publicada em várias línguas e agora está disponível no Brasil (Editora Seoman), a sobrevivente do Holocausto Selma van de Perre conta como perdeu quase toda a família durante a guerra.

Ela foi levada ao campo de concentração Vught em julho de 1944 e, em setembro do mesmo ano, para Ravensbruck. Em abril de 1945, foi libertada e, após o fim da guerra, descobriu que seu pai, sua mãe e sua irmã mais nova, que também haviam sido levados para campos de concentração espalhados pela Europa por serem judeus, morreram em condições subumanas.

Selma escreveu um livro sobre sua vida e, principalmente, sobre o papel de grupos de resistência contra o avanço do nazismo. “Com o passar dos anos, fui percebendo que muitas pessoas não sabiam o que aconteceu com a resistência de trabalhadores holandeses durante a guerra. Muitos livros de judeus que sobreviveram aos campos de concentração foram escritos, mas muito pouco foi dito sobre a resistência existente na Holanda”.

Segundo a autora, que também é antropóloga e jornalista, o projeto começou enquanto ela escrevia notas de suas memórias na virada do milênio. O manuscrito do livro começou a ser redigido entre 2014 e 2015. “Houve um longo período de reflexão em que eu não queria me sentar e escrever sobre isso, porque algumas memórias do que havia acontecido estavam muito vivas”, recorda.

Fonte: O Sul

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