“Sinto que estou mais seguro em Israel do que em outro país da Europa”

Miguel Vítor

O jogador de futebol Miguel Vítor deixou Portugal há cinco anos e, depois de três anos na Grécia, foi para o Hapoel Beer Sheva, onde se sagrou bicampeão de Israel e foi considerado o melhor atleta do campeonato. Ele garante que os conflitos no país não são sentidos no dia a dia e que a vida é segura e feliz.

Este foi o terceiro título do Hapoel Be’er Sheva, depois de 40 anos sem o conquistar. Podemos dizer que o time é a nova potência do futebol em Israel?
Acho que sim. Nós e o Maccabi Tel Aviv somos as equipas mais fortes – também as que têm maiores orçamentos – e acho que nos próximos anos serão as que vão estar sempre na luta pelo título. Há também o Maccabi Haifa que é um dos maiores clubes em Israel, mas está atravessando uma fase menos positiva.

Este é o seu segundo segundo ano em Israel. Como é jogar em um país onde existe instabilidade?
Quando vim, também tive algumas dúvidas porque aquilo que a mídia transmite é sobre os conflitos. Na ocasião, falei com portugueses que já jogavam em Israel, que me disseram para vir sem problema porque este é um país excelente. E, depois de estar aqui dois anos, confirmei isto. Nunca senti nenhum tipo de insegurança aqui. Nós lemos, sabemos o que se passa, mas é um país que oferece uma excelente qualidade de vida. Minha família adora viver aqui e, para ser sincero, este é um país onde me sinto mais seguro do que me sentia em outros países da Europa. Mais do que em França ou Inglaterra, onde, por vezes, há atentados terroristas. Aqui há alguns focos de conflito, é verdade, mas estão localizados em duas ou três zonas. No resto do país, há vida normal e não sentimos essa instabilidade.

Algum da família esteve em situação delicada?
Não. Temos jogadores muçulmanos, judeus e cristãos e todos se dão bem. Temos famílias que vivem do lado de Jerusalém, que pertence à Palestina, mas que nunca soube que tenham passado por algum episódio mais complicado. Quem vê as notícias pode pensar que isto é um país em guerra, mas não tem nada a ver com isso. Se não fosse seguro, eu não teria aqui com a minha família.

Quando estava na Grécia deu uma entrevista onde disse que as suas filhas lhe ensinavam grego. Também já lhe ensinam hebraico?
(risos) Sim. Elas já estão completamente integradas e me ensinam algumas coisas.

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