Israel apresenta startups para o esporte

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A feira “Colosseum”, em Tel Aviv, apresentou suas melhores startups para o esporte. O que me impressiona em Israel é a capacidade local de romper acima da disrupção. Enquanto grande parte das economias desenvolvidas dedica-se a desenvolver soluções para aprimorar performance ou a tornar “inteligente” sua produção nacional de equipamentos esportivos, Israel, sem tradição ou indústria esportiva, mas com vocação para tecnologia e inovação, utiliza suas competências em gestão de imagem, oriundas do sistema nacional de defesa, para colocar o esporte no centro da indústria do entretenimento.

Incubadas nesse ecossistema de vanguarda, as startups israelenses apontam uma nova tendência na sua busca por investidores: para conquistar o coração do capital, pequenas empresas especializadas em, por exemplo, Inteligência Artificial, desenvolvem soluções para vários setores da economia inclusive para esporte. Em suma, utilizam o esporte para agregar valor ao seu portfólio de produtos e reduzem o risco do investidor. É invejável a rapidez com a qual essas startups se adéquam tanto as demandas do capital quanto as do mercado internacional; é o chamado senso de urgência que Israel tem à flor da pele.

Como o mercado prioritário para lançamento das inovações do mundo é os Estados Unidos, nem tudo chega para nós; mas a boa notícia é que encontrei startups israelenses a caminho do Brasil. Na base do Botafogo carioca, a Intelligym desenvolve um piloto do seu programa computacional que utiliza engenharia cognitiva para treinar competências que ajudam no desempenho do jogadores. No Esporte Interativo, a fans league negocia um piloto para medir e monetizar a participação e engajamento do fã brasileiro.

Algumas soluções me fazem pensar no futuro. A Pixellot que produz câmeras autônomas já em uso na Alemanha, México e Estados Unidos, tem um operação global voltada para a prática amadora e profissional do esporte. As câmeras gravam qualquer jogo sem interferência humana; algoritímos previamente desenvolvidos destacam as melhores jogadas que são enviadas diretamente para uma ilha de edição ou para o celular do fã. Com tudo armazenado em nuvem, me pergunto se, em futuro breve, a Pixellot poderá ser o maior banco de talentos do mundo criando algoritímos que detectem as repetições das grandes jogadas possibilitando identificar rapidamente onde vive o novo Mbappe.

Também foi bom conhecer a visão que algumas dessas empresas tem do mercado brasileiro. Por exemplo, a Udobu que tem um sistema inteligente para determinar os preços do ingresso de acordo com oferta e demanda – excelente para eliminar os assentos vazios das nossas arenas – crê que o mercado nacional precisa amadurecer. Entretanto, creio que a melhor definição ouvi da JVP, um fundo israelense com captação em torno de US$ 1 bilhão e apontado entre os 10 do mundo com melhor rentabilidade: após inúmeras visitas ao Brasil e as nossas incubadoras, eles creem que, no que se refere a inovação, apesar da nossa competência instalada falta-nos senso de urgência. Eles estão certos.

O Globo/Maureen Flores

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