Fatos incríveis sobre o ecossistema de inovação de Israel

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Em setembro, a Confederação Nacional da Indústria (CNI) e o Instituto Euvaldo Lodi (IEL) organizam uma imersão a Israel. Durante uma semana, CEOs, autoridades e gestores vão entender um pouco por que esse pequeno país, com território menor do que o estado de Sergipe, é um verdadeiro celeiro de tecnologia e inovação de ponta. Dono de um PIB superior a US$ 400 bilhões, Israel é um dos melhores exemplos da capacidade que a inovação tem de impulsionar uma economia. Eis uma prévia.

1. Eles sabem criar startups
Sabem criar e criar rápido. Estima-se que a cada ano 1,4 mil startups nasçam em Israel – uma a cada 6 horas! O país tem a maior concentração per capita de startups do mundo: uma a cada 400 pessoas. A cidade de Tel Aviv é considerada o segundo principal hub de startups do mundo. Apenas São Paulo representa o Brasil no ranking, ocupando a 13ª posição entre os 20 principais centros internacionais de startups. Só em 2017, novos negócios de base tecnológica fundados lá foram vendidos por US$ 23 bilhões.

2. E do deserto fez-se a autossuficiência
Cravado no meio do deserto, com poucos recursos naturais de energia e raras fontes de água, Israel precisou de tecnologia e criatividade para encontrar saídas para a escassez. O empenho compensou. Hoje, o país é referência em tecnologias de dessalinização da água do mar. O conhecimento é exportado para outras regiões afetadas por secas e estiagens prolongadas, como a Califórnia. Além disso, ali foi inventada a técnica de microirrigação, que viabilizou tornar as terras desérticas em zonas de plantio.

3. O Exército dá uma força
O alistamento é obrigatório para mulheres e homens em Israel. Além de incentivar o trabalho em equipe, as forças militares dispõem de generosos orçamentos para desenvolver tecnologias relacionadas à segurança nacional. Aliás, mais de 1 mil companhias foram fundadas por ex-militares de unidades de inteligência e tecnologia do Exército. Tipo o Waze e o OutBrain.

4. Eles pensam grande
Com apenas 8,5 milhões de habitantes, Israel é um mercado pequeno. Então, os negócios que nascem ali têm de pensar grande por uma simples questão de sobrevivência. Ao desenvolver empresas pequenas muito inovadoras, o país atraiu a atenção de grandes estrangeiras, que acabam comprando muitas startups. O resultado é supreendente. Israel tem 350 centros de pesquisa e desenvolvimento de multinacionais.

5. Se é que há vantagens em instabilidades geopolíticas…
Israel as encontrou. Não é nenhum segredo que o país está localizado em uma região de bastante tensão geopolítica. Na impossibilidade de contar com os vizinhos e com pouca fartura natural, há uma obsessão em inovar para não depender de ninguém.

6. Assumir riscos é cultural
Imigrar é assumir um risco, de partida. Portanto, um país formado por imigrantes de diversas partes do mundo desenvolveu forte cultura de empreendedorismo e risco. Ajuda a explicar também por que Israel tem uma postura positiva diante do fracasso: “você tentou, errou e aprendeu a fazer certo. Agora faça”.

7. Inovação é prioridade. De todos.
Inovação é o centro da estratégia e do sucesso da economia israelense. Segundo o governo, 4% do Produto Interno Bruto são investidos em pesquisa e desenvolvimento. É o dobro da média dos países que compõem a Organização para a Cooperação e Desenvolvimento Econômico (OCDE), considerados os mais ricos do mundo. Além disso, existem cerca 150 fundos de venture capital em operação em Israel. O ecossitema faz de Israel o país com maior concentração de empregados em P&D – 140 a cada 10 mil habitantes – e também o com maior concentração de empregados em alta tecnologia – 1 a cada 10 trabalhadores atua com tecnologia de ponta.

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