Estudo alerta para avanço do antissemitismo no mundo

antissemitismo

Um relatório global sobre antissemitismo, divulgado pelo Centro de Estudos Kantor Center, da Universidade de Tel Aviv, detectou um sentimento dominante de insegurança entre os judeus que vivem na Europa. Em decorrência disso, muitos judeus estão evitando usar símbolos religiosos que os identifiquem em público ou mesmo frequentar sinagogas em feriados judaicos. “A atmosfera antissemítica se tornou uma questão de debate público”, afirma o relatório, que situa o tema “dentro de um triângulo formado pelo constante avanço da extrema direita, um discurso de ódio antissionista na esquerda, acompanhado de duras expressões antissemíticas, e o islamismo radical”. O relatório detectou um moderado recuo nos casos de violência antissemítica de 2016 para 2017, mas afirma que esse recuo é “ofuscado por um aumento dramático em todas as formas de manifestações antissemíticas, muitas das quais nem mesmo são relatadas, principalmente ameaças em escolas e nas mídias sociais”.

O relatório também afirma que expressões do antissemitismo tradicional clássico estão de volta, mencionando como exemplo o uso da palavra judeu como um palavrão. “Ainda não há uma resposta clara a questões se a ascensão de partidos de direita eurocéticos e anti-imigração está causando mais antissemitismo, ou se os recém-chegados à Europa de 2016 elevaram o nível de criminalidade e antissemitismo em 2017”. Os últimos meses de 2017 – e também os primeiro de 2018 – foram claramente marcados por incidentes de violência antissemítica, afirma o Kantor Center, apontando que o polêmico reconhecimento de Jerusalém como capital de Israel, feito pelo presidente dos EUA, Donald Trump, foi frequentemente usado como pretexto para tais ataques, em todo o mundo.

“Esses incidentes não necessariamente se originam de círculos e países muçulmanos ou árabes, mas de uma variedade de círculos e países, da maior parte do espectro político, incluindo grupos de esquerda”, afirma o relatório. O documento afirma que o recente fortalecimento da extrema direita em vários países da Europa foi acompanhado por slogans e símbolos que lembram o período de 1930, apesar das diferenças significativas entre os dois períodos. O Kantor Center ressalvou que “quanto mais o tempo passa, e a Segunda Guerra Mundial e o Holocausto se tornam um passado distante, mais cai o comprometimento com Israel e a segurança judaica, especialmente entre as gerações do pós-Guerra”, afirma o relatório.

2 COMENTÁRIOS

  • Não tenho como observar o fenômeno na Europa, mas posso afirmar que no Brasil, onde vivo, que a maioria absoluta dos “esquerdopatas” são antissemitas e eles pregam isso abertamente. Mais de um episódio dos dementes militantes do PSOL tiveram como evento a queima da bandeira de Israel. Pode ser que na Europa esteja acontecendo o mesmo. Comunistas se alinham com os terroristas islâmicos por afinidades. Terroristas sempre se aproximam de terroristas.

  • Desejável é que as questões de religião e cultura não dividissem a pessoas. Isto precisaria ser uma meta para todos, inclusive os de cultura judaica. Um segundo aspecto é a impossibilidade de muitos – a maioria – dos cidadãos comuns entenderem a situação de Israel, e apenas s sentirem incomodadas com notícias de conflitos. Penso que deveria haver uma política proativa, além da necessária defesa. Declarar que, por princípio, os palestinos têm um direito a uma vida confortável equivalente à dos israelis seria um primeiro passo a ser seguido por um projeto de desenvolvimento econômico e social na área de um estado palestino.

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