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Entrevista com Rafael Stern: da Amazônia Brasileira para o Instituto Weizmann

Rafael_Stern

A partir de sua cidade natal, Rio de Janeiro, para Manaus, onde realizou seu mestrado no Instituto Nacional de Pesquisa Amazônica, no ano passado, Rafael Stern se encontrou em uma encruzilhada entre a Universidade de Harvard e o Instituto Weizmann, pois ambas instituições o aceitaram para realizar seus estudos de doutorado.

Rafael cresceu na comunidade judaica do Rio de Janeiro no movimento juvenil do Habonim Dror, aprendendo hebraico e ouvindo a música do grande Arik Einstein, que mais tarde seria sua inspiração para dar o passo final e fazer aliá. Após ter completado seu bacharelado em geografia na Universidade Federal Fluminense, no Brasil, Rafael passou um semestre no Instituto de Estudos Ambientais Aravá, em Israel. Ali o Diretor acadêmico o apresentou ao Prof. Dan Yakir do Departamento de Terra e Ciências Planetárias.

O Prof. Yakir o contratou para trabalhar com um de seus pós- doutorandos. “Quando eu comecei a trabalhar com Dan, foi como se um sonho tivesse se transformado em realidade”, diz Rafael. “Eu tinha citado seus trabalhos durante meus estudos de graduação, e nunca poderia me imaginar fazer parte de sua pesquisa. Parecia que toda minha vida estava me levando a este momento, e aquele ditado “você é do tamanho de seus sonhos”, finalmente começou a fazer sentido.

Rafael voltou ao Brasil e a Manaus onde tinha trabalhado anteriormente como líder comunitário pelo Habonim Dror na pequena comunidade manauense, e começou seu mestrado no Instituto Nacional para a Pesquisa da Amazônia. Lá ele conheceu um cientista de Harvard e colaborou com sua equipe de projeto acerca da influência da vegetação sobre o clima e seus efeitos subsequentes.

Quando terminou o mestrado, Rafael estava numa encruzilhada. O cientista de Harvard o tinha convidado para fazer sua pesquisa de doutorado com ele, e enquanto isso, o Prof. Yakir, com quem ele tinha estado em contato ao longo de seus estudos de mestrado, estava esperando sua volta ao Instituto Weizmann.

Foi quando Arik Einstein entrou na equação. Antes de tomar sua decisão final, Rafael ouviu uma entrevista de Einstein descrevendo sua apreciação pelas belezas da América, mas que Israel seria sempre o seu coração e o seu lar. “Foi como se Arik estivesse falando diretamente comigo” lembra Rafael.

Mas Rafael não foi apenas emocional sobre de Israel; ele estava fascinado com a ciência sendo desenvolvida no laboratório do Prof. Yakir. O Prof. Yakir estuda as interações entre a biosfera e a atmosfera, especialmente as formas através das quais as plantas influenciam o ambiente global. Medindo simultaneamente o gás carbônico atmosférico e o vapor de água – acoplado com as intensidades do vento e das radiações – ele pode “ler” os processos biogeoquímicos que ocorrem nas plantas e no solo e determinar o armazenamento de carbono e os fluxos entre a biosfera e a atmosfera.

Estes estudos são realizados na floresta de Yatir, no sul de Israel – única no mundo, já que é uma das poucas florestas plantas no ambiente semi árido, o que ajudou o Prof. Yakir a fazer descobertas chave, entendendo como os ecossistemas florestais afetam o clima e o meio ambiente. Esta é exatamente a linha de pesquisa que Rafael desejava seguir em seus estudos de doutorado e agregar a seu trabalho de mestrado na Amazônia.

O Prof. Yakir diz que a experiência de Rafael contribui para a pesquisa de seu laboratório. “Reunir, as perspectivas do coração da maior floresta tropical do Amazonas, e do reflorestamento na borda do deserto do Neguev será um feito extraordinário tanto para Rafael como para nosso grupo. Estamos encantados de ter Rafael de volta”.

Rafael também foi encorajado por seu orientador no Brasil e por seus colegas que estavam familiarizados como o trabalho do Prof. Yakir, a seguir seus estudos no Instituto Weizmann. Rafael diz “sinto que nossa pesquisa desempenha um papel importante para o entendimento do clima global e dos sistemas ecológicos da Terra, bem como para encontrar soluções que mitiguem as mudanças climáticas. Também gosto do equilíbrio saudável entre meu trabalho teórico no escritório e meus dias em campo guiando o novo sistema de laboratório móvel pelas florestas do país para realizar experiências”. Publicado no portal do Weizmann Institute of Science.

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