Beit Brasil celebra quatro anos e expande apoio ao imigrante brasileiro em Israel

CEO Gerson Lerner (no centro)
CEO Gerson Lerner (no centro)

Por Marcus M. Gilban, jornalista, direto de Israel: O Beit Brasil, organização pioneira de apoio a imigrantes brasileiros em Israel, inicia uma nova e ambiciosa etapa após quatro anos de atuação. O objetivo é atender ao número sem precedentes de olim brasileiros, que no ano elevou o Brasil à posição de quinto país que mais enviou imigrantes para Israel, atrás de Rússia, Ucrânia, França e Estados Unidos, ultrapassando pela primeira vez o Reino Unido.

“A aliá do Brasil vem batendo recordes a cada ano, com a chegada em 2017 de quase mil brasileiros. Diante dessa nova realidade, o Beit Brasil vem trabalhando duro para concretizar projetos focados em juventude, formação profissional, empregos, representatividade e muito mais”, explica o novo CEO, Gerson Lerner. “O Beit Brasil é a referência da comunidade brasileira em Israel”, orgulha-se.

O que o Beit Brasil mudou na vida do olê brasileiro?
O Beit Brasil foi a primeira organização a cuidar especificamente da chegada dos brasileiros a Israel. Desde a sua fundação, o olê conta com um ponto de referência em português para receber orientação sobre os mais diversos assuntos relacionados à adaptação ao novo país. Anteriormente, ele se deparava com todos os trâmites em uma língua nova, inserido numa cultura e processos distintos aos que está acostumado, mas hoje tem o apoio do nosso grupo de ativistas para acompanhá-lo nessa jornada. Além dessa ajuda individualizada, o Beit Brasil vem trabalhando em parceria com diversas entidades e o brasileiro já começa a ser visto como coletivo pela sociedade israelense. Por exemplo, hoje no site do Ministério da Absorção o português já aparece como uma das línguas oficiais, e a tradução de materiais começa a ser feita pouco a pouco.

Qual o público atendido pelo Beit Brasil?
O Beit Brasil tem como papel fortalecer a comunidade brasileira em Israel, e para isso está à disposição de todo brasileiro por aqui, independente de há quanto tempo tenha chegado, se fez aliá por primeira ou segunda vez, ou se está estudando ou participando de um programa por algum tempo em Israel. Mas vale a pena lembrar que o critério é estar legalmente no país. Para os que ainda estão no Brasil, a prioridade é dar uma atenção mais personalizada àqueles que estão já no processo de aliá, mas todos podem encontrar informações gerais no nosso site e na página do Facebook do Beit Brasil.

Nota-se um novo tipo de olê brasileiro, que busca recriar em Israel o estilo de vida confortável que tinha no Brasil. Ra’anana, uma cidade tida como cara para os padrões israelenses, já reúne a maior comunidade do país, e segue crescendo. O Beit Brasil está pronto para apoiar este olê?
Esta recente aliá do Brasil tem características diferentes das anteriores e até pelo seu grande volume trouxe a diversidade da comunidade judaica do Brasil para Israel. Existem brasileiros indo morar nos quatro cantos do país e é normal que muitos busquem lugares onde já existem conterrâneos para começar essa nova etapa de vida. Ra’anana é um exemplo de lugar onde os brasileiros estão se organizando e isso facilita na chegada de novos olim. O Beit Brasil está pronto para apoiar a esses brasileiros, não somente nos trâmites iniciais, mas também orientando nas diferentes esferas que fazem parte da vida em Israel.

Emprego costuma ser o calcanhar de Aquiles de todo olê. Muitos franceses preferiram voltar e enfrentar o antissemitismo em Paris a aceitar empregos mais simples em Israel. Qual o projeto do Beit Brasil para apoiar o olê a encontrar o seu primeiro emprego, recolocar-se e crescer?
Lançamos um novo projeto chamado Beit Brasil Jobs para ajudar na orientação sobre o mercado de trabalho e suporte na busca de oportunidades. Depois do momento de adaptação inicial e aprendizado do hebraico, a busca de emprego é o ponto fundamental na consolidação da imigração em Israel. O que o olê tem que entender é que não necessariamente ele conseguirá o mesmo tipo de trabalho que fazia no seu país de origem. Diferentemente do francês, o brasileiro costuma ter essa flexibilidade e começa a entrar no mercado de trabalho com empregos mais simples e pouco a pouco vai redefinindo sua carreira em Israel. O Beit Brasil Jobs é coordenado por ativistas com distintos backgrounds, incluindo headhunters e advogados, que orientam na busca de postos de trabalho, direcionam para parcerias com entidades como Gvahim, 50plusminus, Maof, entre outras, conseguindo que o brasileiro tenha uma atenção focada no seu perfil e no processo de transição profissional.

Os olim de língua inglesa têm o Nefesh Benefesh para apoiá-los, cujo site é referência para olim de todas as nacionalidades. O Beit Brasil pretende ser uma versão brasileira?
Acho que podemos tê-los como uma referência para o Beit Brasil no que se refere à qualidade da informação, mas também acho que não podemos perder a proximidade bem brasileira que nos caracteriza na recepção dos recém-chegados. O motor do Beit Brasil é nosso grupo de voluntários que se dedicam a ajudar os brasileiros. Aqueles que querem colaborar ou pensar em novas atividades, podem encontrar seu espaço de atuação no Beit Brasil. Queremos ser o ponto de apoio da comunidade brasileira nas diferentes áreas, fortalecendo a nossa participação na sociedade israelense.

O que você pode adiantar de novidade sobre o Beit Brasil nas próximas semanas?
Além do Beit Brasil Jobs, que foi lançado há cerca de um mês e já se mostrou uma incrível rede profissional com mais de 500 inscritos em nossa plataforma no Facebook, muito em breve lançaremos um novo canal de que vai facilitar a vida dos olim brasileiros, dos aspirantes a olim e de todos os amantes de Israel. A conferir.

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